Bolsa de Nova York fecha em baixa de 100 pts pela segunda sessão seguida nesta 3ª feira

por Notícias Agrícolas:

Em ajustes ante as recentes altas, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta terça-feira (5) com queda de pouco mais de 100 pontos. A segunda consecutiva. O mercado passa por acomodação técnica ante as últimas valorizações, mas operadores também seguem atentos às condições climáticas no cinturão produtivo brasileiro.

Os lotes com vencimento para dezembro/17 fecharam a sessão de hoje cotados a 125,95 cents/lb com queda de 80 pontos, o março/18 registrou 127,25 cents/lb com recuo de 125 pontos. Já o contrato maio/18 encerrou o dia com 129,40 cents/lb e desvalorização de 130 pontos e o julho/18, mais distante, fechou a sessão cotado a 131,60 cents/lb e 135 pontos de baixa.

Depois de valorizações importantes nas últimas semanas, o mercado do arábica passa por ajustes técnicos naturais. Além disso, os principais vencimentos demonstraram fraqueza para subir acima do patamar de US$ 1,30 por libra-peso mesmo com as apostas pessimistas nos últimos dias com as safras do Brasil e Colômbia, os dois maiores produtores do grão no mundo.

Do lado fundamental, o clima ainda segue impactando as cotações. A previsão do tempo aponta a continuidade das precipitações nas áreas produtoras. Acumulados de até 100 milímetros podem ocorrer nos próximos sete dias no Cerrado, Alta Mogiana e partes do Espírito Santo e Zona da Mata. No Sul, são esperados acumulados de 50 mm. As lavouras brasileiras enfrentaram condições climáticas adversas nos últimos meses.

Diante das chuvas fortes em Minas, maior estado produtor de café do Brasil, ao menos duas pessoas morreram e cinco estão desparecidas, além de prejuízos e feridos.

O analista de mercado da Price Futures Group, Jack Scoville, mantém uma visão mais conservadora e novas altas não estão descartadas. "Há uma abundância de chuvas neste momento, mas o tempo seco pode voltar em breve e vale salientar que há também relatos de árvores com potencial limitado em parte da América Central e algumas áreas da América do Sul", disse.

A agência de notícias Bloomberg também destacou em reportagem a possibilidade de alta e volatilidade para os futuros do café diante da confirmação do fenômeno climático La Niña pelo serviço meteorológico da Austrália. Os modelos climáticos, no entanto, sugerem que o evento será fraco e de curta duração, persistindo até o início do outono de 2018 no hemisfério Sul.

Mercado interno

O mercado brasileiro de café voltou a ter negociações mais isoladas após aquecimento no fim de novembro. Segundo Rodrigo Costa, analista de mercado, o fluxo melhorou nos últimos dias por conta da valorização do real, mas que isso durou pouco. O suficiente aqueles que precisam cobrir suas posições vendidas.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) (estável), Lajinha (MG) (+4,17%) e Patrocínio (MG) (estável), ambas com saca cotada a R$ 500,00. A maior variação no dia ocorreu em Varginha (MG) com alta de 2,08% e saca a R$ 490,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 480,00 e avanço de 2,13%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) (estável), Espírito Santo do Pinhal (SP) (estável), Franca (SP) (estável), Lajinha (MG) (estável), Média Rio Grande do Sul (estável), Patrocínio (MG) (estável) e Varginha (MG) (estável), ambas com saca a R$ 460,00. A maior oscilação ocorreu em Guaxupé (MG) com queda de 2,17% e saca a R$ 450,00.

Na segunda-feira (4), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 454,98 e recuo de 0,86%.

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