Bolsa de Nova York cai mais de 400 pts nesta 5ª feira e setembro/17 fica abaixo de US$ 1,40/lb

por Notícias Agrícolas:

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) recuaram mais de 400 pontos na sessão desta quinta-feira (10) em correção técnica ante as altas recentes e com isso o vencimento setembro/17 acabou ficando abaixo da linha de US$ 1,40 por libra-peso. O mercado vinha tendo suporte importante nos últimos dias das incertezas com a safra 2017/18 do Brasil.

O contrato setembro/17, referência de mercado, fechou a sessão cotado a 138,50 cents/lb e queda de 415 pontos, o dezembro/17 registrou 142,00 cents/lb com recuo de 415 pontos. Já o vencimento dezembro/17 encerrou o dia com 145,55 cents/lb e desvalorização de 415 pontos e o março/18, mais distante, também caiu 415 pontos, fechando a 147,80 cents/lb.

A percepção dos operadores com a qualidade da safra 2017/18 do Brasil, que está em plena colheita, vinha dando suporte aos preços externos do grão nos últimos dias, chegando a máximas de quatro meses e meio, mas ajustes aconteceram na sessão. O mercado acentuou as perdas no fim da sessão com o rompimento da linha de 200 períodos, perdendo ainda mais força.

"Após alguns dias de alta, hoje foi dia de correção e ajustes, a cotação para vencimento setembro/17 voltou a trabalhar abaixo do nível psicológico de 140,00 cents/lb. Vencimento de opções no terminal norte-americano também influenciou a queda no dia", disse em relatório o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado.

Agências internacionais reportaram que as perdas no petróleo e índica CRB também deram pressão ao mercado na sessão.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) elevou nesta quinta em 1,5% sua estimativa para a safra brasileira de café com perspectivas de melhora na produção do Espírito Santo e São Paulo. Portanto, deve totalizar 47,2 milhões de sacas da variedade conilon e arábica. "Esse aumento se deve ao rendimento médio que cresceu nesse mesmo porcentual", disse em nota o IBGE.

Segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado, a comercialização da safra 2017/18 (julho/junho) de café do Brasil chegou a 34%, mas está levemente atrasada em relação ao mesmo período do ano anterior ainda que a colheita esteja avançada no país. Mais de 85% da produção total prevista havia sido colhida até o dia 8 de agosto.

Mercado interno

Os negócios com café nas praças de comercialização do Brasil seguem lentos, mas melhoraram um pouco em relação aos últimos dias diante de uma melhora nos preços. "Expectativas de menor oferta no Brasil têm impulsionado as cotações do café arábica nos mercados interno e externo. [...] Nesse cenário, algumas negociações foram observadas no mercado spot", informou Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 520,00 e queda de 1,89%. A maior oscilação no dia ocorreu em Patrocínio (MG) com recuo de 2,00% e saca a R$ 490,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 510,00 e queda de 1,92%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Franca (SP) com R$ 500,00 a saca e queda de 1,96%. A maior oscilação no dia dentre as praças verificadas ocorreu em Guaxupé (MG) que teve de 2,68% e saca a R$ 472,00.

Na quarta-feira (9), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 478,06 e queda de 0,13%.

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