Dólar, greve dos caminhoneiros e estiagem deixam o café da manhã dos francanos mais caro

por Ascom/ACIF:

Farináceos, como pães e bolos, tiveram alta de 40,8% enquanto o leite registrou aumento de 71,7%, no primeiro semestre; café teve queda 1,15%

O café da manhã dos francanos ficou, em média, 32,7% mais caro, no primeiro semestre deste ano. De acordo com o IPC-ACIF, Índice de Preços ao Consumidor apurado pelo Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria de Franca, produtos derivados da farinha, como pães, bolos e biscoitos, registraram um aumento de 40,8%, no período. Já o leite e a manteiga apresentaram, respectivamente, alta de 71,7% e 19,4%. Já o café obteve queda de 1,15%.

“O aumento do leite é reflexo da união de dois fatores: estiagem e greve dos caminhoneiros. A falta de chuva afeta a qualidade do pasto e reflete na diminuição da produção leiteira. Além disso, a greve dos caminhoneiros ocasionou o descarte de leite pelos produtores, diminuindo a oferta do produto”, afirma o presidente da ACIF, Dorival Mourão Filho.

Segundo dados do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço do litro de leite praticado pelos produtores subiu, em média, 25,2% entre janeiro e junho de 2018. Já nas gôndolas francanas, o preço ao consumidor, que era de R$ 2,19 em janeiro, chegou a R$ 3,76, em junho. Quanto aos farináceos, o trigo foi o vilão dos preços, já que a tonelada do grão registrou aumento de 57,6% no primeiro semestre de 2018, conforme o CEPEA. “Este aumento tem ligação com a alta do dólar, pois a tonelada do trigo é calculada com base na moeda americana”, explica Mourão.

Conforme pesquisa do IPC-ACIF, produtos de panificadora e biscoitos que custavam, em média, R$ 5,84 em janeiro, em junho passaram a custar R$ 8,22, um aumento de 40,8% registrado na cidade de Franca.

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