CNC – Balanço Semanal de 06 a 10/11/2017

P1 / Ascom CNC
10/11/2017

BALANÇO SEMANAL — 06 a 10/11/2017

 

Demandas de pesquisa cafeeira encaminhadas pelo CNC serão trabalhadas no âmbito do Consórcio Pesquisa Café.

PESQUISA CAFEEIRA — Nesta quinta-feira, 9 de novembro, participamos da 28ª Reunião do Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CDPD/Café), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília (DF). O objetivo foi avaliar e aprovar a proposta de focos temáticos para o edital para a contratação de novos projetos de pesquisa pela Embrapa Café, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café.

Na oportunidade, os representantes da Embrapa Café, Gabriel Ferreira Bartholo, Antonio Fernando Guerra e Lucas Tadeu Ferreira apresentaram os assuntos prioritários a serem trabalhados pelo Consórcio a partir do próximo ano. A lista foi elaborada após análise das demandas encaminhadas pelas entidades que compõem o CDPD/Café: CNC, CNA, Abic, Abics e Cecafé.

Solicitações de alto interesse para as cooperativas associadas ao CNC, que refletem os anseios da cafeicultura nacional, constarão no edital a ser lançado nos próximos meses, que abordará os seguintes temas:

(i) Uso Alternativo para Cafés de Baixa Qualidade: desenvolvimento de novos produtos à base de café com potencial de mercado;

(ii) Controle da Qualidade do Café: desenvolvimento de métodos eficazes de análise rápida e de baixo custo para identificar possíveis adulterações no café industrializado, além de quantificar mistura de grãos de diferentes espécies de café;

(iii) Aprimoramento da Qualidade do Café, desenvolvimento de pesquisas para avaliar o impacto de fontes de nutrientes e bioprotetores e uso racional da água;

(iv) Inovação tecnológica para controle efetivo de pragas: emprego da nanotecnologia para o controle da broca do café e do bicho mineiro; e desenvolvimento de sensores (cafeicultura de precisão) para avaliação da infestação de pragas e doenças;

(v) Redução de custos da cafeicultura de montanha: continuando o desenvolvimento de pesquisas para o ajuste de sistemas de cultivo à mecanização, bem como a adaptação de máquinas para operar em declividades acentuadas.

(vi) Melhoramento genético associado à biotecnologia: continuando o desenvolvimento de cultivares com alta qualidade de bebida e resistência múltipla a fatores bióticos e abióticos;

(vii) Fortalecimento dos Bancos Ativos de Germoplasma das instituições do Consórcio Pesquisa Café: viabilizando a preservação, a caracterização e a ampliação da variabilidade genética;

(viii) Adaptabilidade e Estabilidade das Variedades Desenvolvidas pelo Consórcio em diferentes regiões produtoras: avaliando o desempenho em produtividade e qualidade de bebida, divulgando e dando suporte à recomendação de materiais de elite aos cafeicultores e suas cooperativas;

Parabenizamos a equipe da Embrapa Café por priorizar a pesquisa orientada às necessidades do campo, em sintonia com as demandas encaminhadas pelo CNC. Também enfatizamos que, para essas pesquisas serem efetivamente desenvolvidas, será fundamental dar continuidade ao trabalho institucional que vimos desempenhando ao longo dos últimos meses junto aos Poderes Executivo e Legislativo, para garantir a alocação de recursos na Lei Orçamentaria de 2018.

 ORÇAMENTO 2018 — Na primeira versão do Projeto de Lei Orçamentária 2018 (PLOA-2018), enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional em 31 de agosto, o orçamento do Fundo de Defesa da Pesquisa Cafeeira (Funcafé) para a pesquisa cafeeira sofreu corte substancial. Inicialmente, o Ministério da Agricultura havia sinalizado a destinação de aproximadamente R$ 10 milhões do Funcafé para financiar as atividades do Consórcio Pesquisa Café no próximo ano.

 Porém, devido à crise fiscal, o Ministério do Planejamento reduziu esse montante para R$ 5,8 milhões, sendo R$ 4,6 milhões para custear as atividades de pesquisa e R$ 1,2 milhão para a transferência de tecnologia e capacitação de técnicos.

O CNC realizou forte trabalho institucional nos últimos meses, contando com a parceria da CNA e com o apoio do secretário de Política Agrícola, Neri Geller, e do diretor do Departamento de Café, Cana de Açúcar e Agroenergia (DCAE), Silvio Farnese, para reverter esse quadro.

No encerramento de outubro, logramos o primeiro resultado, pois o Governo recompôs os recursos para a pesquisa cafeeira para aproximadamente R$ 10 milhões na mensagem modificativa do orçamento 2018, enviada ao Congresso Nacional.

No entanto, para que esses valores não voltem a sofrer novos cortes, o CNC continuará trabalhando junto à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) do Congresso Nacional visando a garantir a continuidade da pesquisa cafeeira em 2018.

MERCADO — Os futuros do café arábica ensejaram discreta recuperação nos últimos dias, frente à tendência de cobertura de posição vendida pelos fundos de investimento que operam em Nova York. As transações apresentaram boa liquidez, com a intensificação das rolagens de posição para o vencimento março de 2018 do Contrato C.

NO Brasil, o dólar comercial foi cotado ontem a R$ 3,2599, com queda de 1,4% em relação à última sexta-feira. A valorização do real deveu-se à retomada das negociações entre Governo e Congresso Nacional para tentar aprovar pontos da reforma da previdência.

Em Nova York, o contrato C com vencimento em dezembro encerrou a sessão de ontem a US$ 1,624, com alta de 245 pontos ante o fechamento da semana anterior. Na ICE Futures Europe, o contrato novembro do café robusta caiu US$ 31, negociado a US$ 1.873 por tonelada.

Em relação às condições climáticas que afetam o desenvolvimento da safra brasileira, a Somar Meteorologia prevê chuvas, nos próximos dias, para todas as regiões cafeicultoras. Segundo a agência, "em sete dias, estima-se acumulado acima dos 50 mm na Mogiana, sul de Minas Gerais, Zona da Mata e Bahia e algo entre 15 e 30 mm no Paraná, oeste de São Paulo, Cerrado e Espírito Santo".

No mercado físico nacional, a liquidez segue baixa. Os indicadores calculados pelo (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 452,40/saca e a R$ 356,63/saca, com variações de, respectivamente, 1,2% e -2,4% na comparação com o fechamento da semana anterior.

Atenciosamente,

Silas Brasileiro

Presidente Executivo

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