Cooperativismo

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Cooperativismo – um pouco de história

O modelo de trabalho cooperativista surgiu há cerca de 200 anos: a primeira cooperativa foi criada pelos Pioneiros de Rochdale, em 1844, em Manchester, na Inglaterra. Participaram da iniciativa 28 tecelões. O objetivo era driblar os efeitos da revolução industrial que escravizava os funcionários com carga horária excessiva e salários baixos. Influenciado por esta realidade, o grupo deu início à primeira cooperativa instituída no mundo.

Até hoje, o sistema vem evoluindo e se fortalecendo. Segundo dados da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) há hoje no mundo todo, mais de 800 milhões de pessoas associadas a alguma forma de cooperativa – o que corresponde a 12% da população mundial. No Brasil, de acordo com o levantamento da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), existem no país 11 milhões de cooperados associados em 6.603 cooperativas, abrangendo nesses números familiares e comunidades, seguramente o sistema tem impacto direto em mais de 20% da população.

Foi comprovado que o IDH dos municípios onde existem cooperativas é maior que aqueles onde elas não atuam. Ou seja, quando o cooperativismo está presente, toda a sociedade compartilha de seus ganhos. Fonte das informações.

A Cocapec participa efetivamente do movimento cooperativista e mantém seu ritmo de crescimento e envolvimento com a comunidade. É considerada hoje como uma das melhores cooperativas do País, pois adquiriu credibilidade e prestígio junto a bancos e fornecedores, além de fornecer uma série de serviços e a estrutura necessária para o desenvolvimento da cafeicultura na região da Alta Mogiana.

Sete linhas orientam o cooperativismo

Os sete princípios do cooperativismo são as linhas orientadoras por meio das quais as cooperativas levam os seus valores à prática. Foram criados e utilizados na fundação da primeira cooperativa do mundo, na Inglaterra, em 1844 e permanecem até hoje. São eles:

1º - Adesão voluntária e livre - as cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminações de sexo, sociais, raciais, políticas e religiosas.

2º - Gestão democrática - as cooperativas são organizações democráticas, controladas pelos seus membros, que participam ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres, eleitos como representantes dos demais membros, são responsáveis perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau os membros têm igual direito de voto (um membro, um voto); as cooperativas de grau superior são também organizadas de maneira democrática.

3º - Participação econômica dos membros - os membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente. Parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os membros recebem, habitualmente, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão. Os membros destinam os excedentes a uma ou mais das seguintes finalidades:

  • desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos será, indivisível;
  • benefícios aos membros na proporção das suas transações com a cooperativa; e
  • apoio a outras atividades aprovadas pelos membros.

4º - Autonomia e independência - as cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus membros. Se firmarem acordos com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrerem a capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus membros e mantenham a autonomia da cooperativa.

5º - Educação, formação e informação - as cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.

6º - Intercooperação - as cooperativas servem de forma mais eficaz aos seus membros e dão mais - força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais.

7º - Interesse pela comunidade - as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos membros.

O cooperativismo, em todos os seus ramos (Agropecuário, Saúde, Crédito, Consumo, Infraestrutura, Transporte, trabalho, produção, habitacional, mineral, especial e educacional) é uma forma de atuação e interação humana baseada no interesse pela comunidade, verificado como um de seus princípios fundamentais de ação, mas também, no trabalho e lealdade que requer, antes de tudo, a participação efetiva de seus associados.